Talvez tenha sido a maneira como me olhou.
Ou, quem sabe, o seu perfume.
Pode ser o seu jeito de falar.
Ou, ainda, o seu sorriso que me contagia.
O fato é que ninguém, jamais,
foi capaz de me fazer amar assim.
"Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, se não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine."
(I Coríntios 13.1)
(I Coríntios 13.1)
domingo, 10 de junho de 2012
quinta-feira, 7 de junho de 2012
O seu olhar
Você me fez te amar, assim, sem querer.
Despertou o mais profundo sentimento que alguém pode conhecer.
Me prendeu a você sem qualquer esforço.
Não foi preciso palavra, promessa ou ilusão.
Bastou um olhar. Um. Único!
Foi intenso e arrebatador.
Por causa dele estou aqui, todos os dias, há anos...
À espera do seu olhar.
Despertou o mais profundo sentimento que alguém pode conhecer.
Me prendeu a você sem qualquer esforço.
Não foi preciso palavra, promessa ou ilusão.
Bastou um olhar. Um. Único!
Foi intenso e arrebatador.
Por causa dele estou aqui, todos os dias, há anos...
À espera do seu olhar.
terça-feira, 27 de março de 2012
LUTO
Hoje não há lugar para poesia.
As cores que outrora simbolizaram a rivalidade das equipes está manhada.
O dia é de luto e palavra alguma reconstruirá o que um dia fomos.
Páginas em branco nunca mais serão preenchidas.
A vida foi interrompida e o livro ficou incompleto.
Um menino. Apenas um menino.
Mais um menino que foi roubado das nossas ruas, da nossa vida.
Um menino que teve a própria vida roubada.
A história se repete. Quantos outros se foram da mesma maneira estúpida?
Josés, Marcelos, Ricardos, Fábios, Felipes, Andrés, Guilhermes...
Filhos, irmãos, pais, primos, namorados, amigos, meninos...
Com um caminho de alegrias, caminharam para a morte.
Guardem as bandeiras. Calem os auto falantes, apaguem os holofotes.
O jogo acabou sem sequer começar.
Neste momento, não temos palmeirenses e corintianos.
Restaram apenas mortos e assassinos.
Famílias destruídas. Dor e incompreensão. Sangue e lágrimas.
Até quando? Quantos ainda serão enterrados?
(Um texto escrito para tentar, de alguma maneira, aliviar a dor da perda de um menino. Um menino que eu vi crescer e partir.)
As cores que outrora simbolizaram a rivalidade das equipes está manhada.
O dia é de luto e palavra alguma reconstruirá o que um dia fomos.
Páginas em branco nunca mais serão preenchidas.
A vida foi interrompida e o livro ficou incompleto.
Um menino. Apenas um menino.
Mais um menino que foi roubado das nossas ruas, da nossa vida.
Um menino que teve a própria vida roubada.
A história se repete. Quantos outros se foram da mesma maneira estúpida?
Josés, Marcelos, Ricardos, Fábios, Felipes, Andrés, Guilhermes...
Filhos, irmãos, pais, primos, namorados, amigos, meninos...
Com um caminho de alegrias, caminharam para a morte.
Guardem as bandeiras. Calem os auto falantes, apaguem os holofotes.
O jogo acabou sem sequer começar.
Neste momento, não temos palmeirenses e corintianos.
Restaram apenas mortos e assassinos.
Famílias destruídas. Dor e incompreensão. Sangue e lágrimas.
Até quando? Quantos ainda serão enterrados?
(Um texto escrito para tentar, de alguma maneira, aliviar a dor da perda de um menino. Um menino que eu vi crescer e partir.)
quinta-feira, 8 de março de 2012
Ele é absoluto!
Se eu já tinha amado antes?
Hoje sei que não.
Como sei disso?
É simples. O amor é diferente de qualquer outro sentimento.
Ele preenche todos os espaços, toma conta dos pensamentos
e elimina todas as dúvidas que um dia atormentaram.
Ele acelera as batidas do coração, mas mantém a sensação
pacífica e contínua de contentamento.
Ele faz despertar o lado mais belo do ser humano.
Só ele faz com que todos os outros percam a graça
e apenas um seja capaz de tirar os nossos pés do chão com um único olhar.
Ele, somente ele, nos dá a certeza de que vale à pena esperar
o tempo que for preciso para sentir o prazer de amar.
Amar alguém assim, como eu amo você.
Hoje sei que não.
Como sei disso?
É simples. O amor é diferente de qualquer outro sentimento.
Ele preenche todos os espaços, toma conta dos pensamentos
e elimina todas as dúvidas que um dia atormentaram.
Ele acelera as batidas do coração, mas mantém a sensação
pacífica e contínua de contentamento.
Ele faz despertar o lado mais belo do ser humano.
Só ele faz com que todos os outros percam a graça
e apenas um seja capaz de tirar os nossos pés do chão com um único olhar.
Ele, somente ele, nos dá a certeza de que vale à pena esperar
o tempo que for preciso para sentir o prazer de amar.
Amar alguém assim, como eu amo você.
quarta-feira, 7 de março de 2012
Nossos olhos
Nada, absolutamente nada
Seria capaz de nos chamar a atenção
As vozes ao nosso redor flutuavam
Aos nossos ouvidos chegavam sons distorcidos
Quando enfim nossos olhos se encontraram
Ficamos imóveis, catatônicos, vidrados um no outro
Não caberia palavra alguma
O que sentimos foi suficiente
Encontramos o que buscávamos
Ao mergulharmos um nos olhos do outro
E ainda posso sentir o arrepio que fez estremesser todo o meu corpo
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Espera (Parte 2)
...
Procurava um motivo que explicasse a razão de te amar assim,
tão facilmente e intensamente. Nunca encontrei a resposta.
Esperava que um dia você fosse capaz de me ver com outros olhos.
Não mais de amiga, de colega ou seja lá o que somos.
O olhar de um homem para uma mulher. Uma espera aparentemente inútil.
Nunca passei de mais uma no meio da multidão.
Uma espera consciente e tola. Sei a quem amo, mas sei que não sou
o tipo de mulher que procura. Como podemos ser tão parecidos
e tão diferentes ao mesmo tempo?
Espero abandonar essa espera o quanto antes. Amo você, mas me amo também.
E dizer que me amo é reforçar o amor que sinto por você,
já que hoje você faz parte de mim. Mas está na hora de me deixar ser amada,
por alguém que quer viver um amor de verdade e não uma mera paixão.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Espera (Parte 1)
Quando menina, tinha sonhos de menina e, mesmo sabendo que os
contos de fada não passavam de ficção, acreditava que poderia
protagonizar algum caso de amor daqueles de tirar o fôlego.
À medida em que o tempo passava, mais certeza eu tinha de que a vida
não era tão bela quanto os romances cinematográficos.
Tive poucas paixões adolescentes e aquele amor que esperava viver
cada vez mais parecia utopia.
Até aquela manhã.
Meus olhos te encontraram entre milhares e o que senti foi sobrenatural.
Esperava que tudo não passasse de mais uma empolgação, mas a sua
imagem ficou gravada em mim. Fugia de você feito louca. Não podia me aproximar.
Você jamais seria meu. Criei uma barreira quase intransponível entre nós.
Deixei que pensasse que sou uma metida antipática.
Naturalmente, nos aproximamos. As amizades cada vez mais nos levavam
para perto um do outro. Nunca provoquei situação alguma.
As coisas apenas aconteciam e quando me dei conta já estava te amando.
...
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